terça-feira, 30 de agosto de 2016

Pílula anticoncepcional pode enfraquecer as unhas e fazer o cabelo cair: entenda


É inegável que os anticoncepcionais trouxeram liberdade e inúmeros benefícios às mulheres. Mas, como todo remédio, ele tem seus efeitos-colaterais. Muitos deles, inclusive, como não são óbvios e nem tão conhecidos, podem não ser associados imediatamente ao seu uso. Exemplo é a queda de cabelo e o enfraquecimento das unhas.

Por que o anticoncepcional faz alterações no corpo? 

Para fazer efeito e prevenir a gravidez, os anticoncepcionais a base de hormônios sintéticos “enganam” o corpo da mulher. Como explica Dr. Anna Virgínia Pinto, nutróloga especialista em fisiologia hormonal da clínica Patricia Davidson, do Rio de Janeiro, ao serem ingeridas, introduzidas ou aplicadas, as substâncias, que são muito parecidas com os hormônios produzidos naturalmente pelo organismo, entram na corrente sanguínea e, com isso, o cérebro entende que não é preciso produzir os naturais.




É exatamente essa suspensão da produção hormonal endógena que altera diversos sistemas. “Quando ficamos sem hormônios sexuais, principalmente a progesterona, nossa tireoide pode ter seu funcionamento alterado”, explica a médica.

Anticoncepcional aumenta a queda de cabelo?


Grande parte dos anticoncepcionais carregam um tipo de hormônio sintético muito semelhante à progesterona (tipo produzido apenas naturalmente). Então, após sua ingestão, o organismo entende que ele já está presente em quantidade suficiente e deixa de produzir a versão endógena. O sintético, no entanto, não pode ser sintetizado e não tem a mesma ação que o natural. “É nesse momento que é possível perceber a queda de cabelo, o enfraquecimento das unhas e o ganho de peso”, comenta Dra. Anna Virgínia.

Parar de tomar pílula faz o cabelo cair?

No entanto, com o tempo de uso o corpo tende a entender que uma fórmula está sendo ingerida e se regula. É por isso que muitas mulheres percebem a queda de cabelo também depois de pararem de tomar o anticoncepcional. “Os cabelos podem se enfraquecer quando iniciamos a pílula ou quando paramos de tomá-la, justamente devido as alterações hormonais que isso nos causa”, explica a especialista.
Para pacientes que não possuem problemas de origem ginecológica, a médica orienta a adoção de métodos não-hormonais. No entanto, como a pílula ainda é a melhor opção para muitas mulheres, o ideal é que haja um controle próximo e atento de paciente e médico para os sintomas causados pelo uso do remédio, bem como para o histórico da mulher. “Por isso é importante avaliar o tipo de pílula e os sintomas perimenstruais antes de se iniciar o uso”, finaliza.
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